quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Marionetes e Coldplay.


Vídeo clip é uma linguagem que vive se reinventando.
Formulas batidas, uso de animações, ou simplesmente uma historinha literal sobre a letra da canção.
Reproduzir em imagens uma música nunca foi uma tarefa fácil para videomakers, produtores e diretores.
Porém, quando eles acertam a mão...

Ame ou odeie, vale a pena ver este clip do Coldplay



terça-feira, 20 de janeiro de 2009

The Black Keys.


O duo de Akron - Ohio, EUA -  The Balck keys, é bastante conhecido pelo seus métodos de gravação.

Seus ambientes preferidos: galpões abandonados, fábricas fantasmas com um bom piso de borracha, e tudo mais que possa criar a atmosfera perfeita para tecer seu rock sentimental e pesado.


É assim que o guitarrista e vocalista, Dan Auerbach e o baterista, Patrick Carney, buscam inspiração para criarem uma vigorosa mistura de elementos do blues, do rock e da piscoldelía: 

ferozmente ruidoso, enganosamente melódico, e surpreendentemente sincera.


Depois de um EP e cinco excelentes discos, seu último álbum "The attack and release" (2008 Nonesuch Records), traz, além do peso característico, outros elementos: arranjos minimalistas e vocais inebriantes

Tudo se mistura com pouca firula e muita personalidade, nos levando ao universo setentista e destilado da dupla. 


Com apresentações ao vivo que beiram o êxtase, The Balck Keys esbanja viceralidade nos palcos.

Se você só conhecia os irmãos Stripers, como "rockband" de dois integrantes, não deixe de ouvir o The Black Keys, sem dúvida você não sairá ileso.


Abaixo uma pequena amostra da "chave" do sucesso.




sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Hê hê hê.

Jay - ziê iê iê.


Yes my friend, se você ainda não viu, da só uma olhada onde é que o mano Jay se meteu. 

O rapper americano tomou de assalto a cena do Iê Iê Iê, colocando os quatro garotos de Liverpool no maior freestyle.


Divertitíssimo esse vídeo!






E a mezcla, não parou ai. 

Jay já teve seu discurso em bases de Oasis, Fela Kuti, e mais recentemente, misturou-se com os rapazes do Radiohead. 

Diga-se de passagem, a banda que revolucionou o mercado fonográfico deixando seus fãs pagarem o quanto quisessem pelo seu novo disco na web, bem que poderia fazer o mesmo com os ingressos do seus shows.

Imagina, os fãs do Radiohead indo ao show da banda aqui no Brasil, no começo deste ano, pagando em média 15 Reais pelo ingresso, ao invés de 200 Reais (preço divulgado).

 

Abaixo, junto e misturado, pelo Dj Novaiorquino - de 22 anos - Max Tannone :  Jaydiohead




quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Little Joy.







"She and I have a brand new start..."

Sim. Eles tem um novo começo!
Rodrigo Amarante e a música não se separaram. E agora, ambos recomeçaram um novo caminho.
Bem verdade que são caminhos já percorridos por outros tantos Bitiniks, mas, é bem verdade também que o frescor de uma velha estrada empoeirada reaviva os sentidos daqueles que a percorrem.
Com Frabrizzio Moretti (The Strokes) e a cantora Bikini Shapira, Rodrigo Amarante (Los Hermanos) amarra firme os cadarços de um velho bamba e volta a estrada com a bagagem repleta de belas canções.

E na estrada literalmente. Começaram rodando a Califórnia em uma pequena van alugada sem rodie e outros mimos de pop star. Tocaram no circuito underground americano como toda banda que está começando, e assim, o novo projeto de Amarante e seus amigos mezzo californianos mezzo brasileiros percorreram bares e pubs descolados em busca de diversão e satisfação. 
Depois foram para a Europa e no final deste mês chegam ao Brasil para três shows: dia 27/jan em Porto Alegre (Bar Opinião), depois 28 no Clash em Sao Paulo, Belo Horizonte dia 30 no freegels Music e 6/fev no Circo Voador no Rio de Janeiro.

Como nasceu esse "drink sonoro" isso já é papo velho de botequim. De conversas de bakstage aos encontros onde se apresentaram amigos e canções até a ida de Rodrigo para a Califórnia para gravar com Devendra Banhart, o nascimento do projeto e por fim o álbum lançado pela Gravadora Rough Trade (a mesma dos Strokes) em novembro do ano passado, tudo isso vocês já sabem.

O que vale ressaltar é o recomeço de Rodrigo Amarante com a música, onde ele deixa transparecer uma musicalidade que com certeza não caberia junto ao seus outros hermanos. 
Uma "encruzilhada" que faz parte da história de muitas bandas, onde havia muito mais a ser oferecido por alguns de seus integrantes e que chegou com naturalidade também para os Los Hermanos.

O estilo Freak/Folk/Music sessentão fica evidente na sonoridade da banda e combina perfeitamente com a interpretaçao de Rodrigo. Assim como outras influencias notórias, revelando a construção de músicas feitas por quem está mais conectado com seu próprio prazer e liberdade em compor, do que com qualquer outro parâmetro comportamental, mercadológico ou coisa do gênero.

Vá em busca do Little Joy e tome um drink ao som de "No One Bitter´s Shake" e pegue carona com essa banda. Nada que mudará o mundo ou fará mudar o seu caminho, mas, com certeza será uma boa trilha sonora para qualquer recomeço.

Ah, aproveitando a deixa: Feliz começo de ano!




quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Clashmusic canadense.


O nome dessa banda de Toronto, Canadá, presta homenagem a um poeta árabe da tribo dos Bedouins e também faz juz ao “choque” de estilos entre o Reggae/Ska/ Punk/ Funk /Soul/Dub, proposto pela banda.
A voz despretenciosa do talentoso Jay Malinowski acompanhado pelo baixista Eon Sinclair e pelo baterista Pat Pengelly parece nos levar para algum pub canadesnse, onde, num escuro e pequeno palco de teto baixo os três “Bedouin´s” transpiram música de garagem, em meio ao blá-blá-blá de garotas e garotos atrás de diversao e cerveja. Em seu primeiro disco, Root Fire (Stomp/Warner- 2001), músicas como “Jhonny Go to New York” , “Back To The Matter”, “Eloween Deowen”, “Natural Right”, “Mandrake Root” e “Santa Monica”, realmente trazem essa atmosfera.
Após um belo álbum de estréia nao demorou muito para chegarem a um merecido reconhecimento. Lançado em 2005 Sounding a Mosaic (Stomp/Warner) amadurecia o estilo da banda e de suas composiçoes.
Neste segundo disco explodem comercialmente e sua poesia soundclash estilhaça as vidraças de Toronto. “ When The Nigth Feels My Song” foi a faixa do disco que alavancou a carreira da banda. Foi a mais tocada nas rádios canadenses em 2006, fez parte de um comercial de uma megastore do seu país e ainda levou o grupo a conquistar o Canadian Radio Music Awards 2006. O albúm contém 15 faixas e músicas como “Shelter”, “Jeb Rand”, “Money Worries” e “ Immigrant Workforce”, nao deixam dúvidas da popularidade da banda em seu país, e agora, por outras tribos.
Em seu último disco Street Of Gospel (2007-Dine Alone/Universal) o grupo traz as participaçoes de Money Mark (The Beastie Boys) nos teclados e de Vernon Buckley, lendário vocalista do The Maytones. A produçao fica por conta de nimguém menos que, Darryl Jenifer, baixista do Bad Brains, colocando mais peso nas composiçoes da banda e dando continuidade ao sucesso obtido nos trabalhos anteriores.
A Primeira faixa “Until We Burn In The Sun (The Kids Just Want A Love Song)”, já mostra um diferencial, com os arranjos de Money Marky e as pitadas de Dub de Darryl Jenifer. A seguinte “Walls Fall Dow”, traz a inocência dos primeiros hits da banda numa pequena cançao de pouco mais de dois minutos. E assim, segue-se outro grande disco, com a jamaicana “Trinco Dog”, a gospel “Hush” só a capela, a contagiante "12:59 Lullaby" e tantas outras.
Realmente, bom discos de uma banda que merece ser (re)conhecida e apreciada.
Abaixo, o vídeo-clip de "Shelter".

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

"Santa catástrofe, Batman".


Quem não se lembra do famoso tema do seriado Batman?
Onde o imbatível homem-morcego, que mais parecia um funcionário público fantasiado para o próximo Baile a Fantasia do Grêmio Recreativo de sua cidade e seu fiel parceiro Robin, também não menos parecido ao seu office-boy, na mesma balada, uniam suas forças contra o crime organizado na caótica Gotham City.

Embalados pela impecável trilha sonora do compositor e trompetista Neal Hefti, o tema do super-herói chegou a ganhar o premio Grammy em 1966 na categoria “Melhor tema instrumental”.

Virou hit nas rádios e o então músico de Big Bands, pode gozar um merecido e rentável sucesso após o seu mais árduo trabalho, que levou nada menos que um mês para ter sua composição finalizada.

Neal Hefti também compôs várias trilhas para filmes daquela época como, “Um estranho casal”, “Descalços no parque” e “Harlow - A Vênus prateada”.

Após uma longa carreira Neal Heif faleceu neste último sábado (11) aos 85 anos. A causa da Morte não foi confirmada pela imprensa.

Fica a lembrança de um grande artista e sua obra mais significativa, “Heifti in Gotham City”.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Leve para viagem.


Culver City Dub Collective é uma dessas bandas onde vários talentos se somam para explorar suas verves musicais, em busca de uma sonoridade espontânea e criativa.

No caso desse “coletivo”, a viagem se inicia na ensolarada Jamaica. Das ruas de kingston, seus viajantes exploram as raízes do reggae jamaicano, misturam com ritmos afro-cubanos e bossa beats. Fazem desta viagem sonora uma brisa intoxicante, um sound track para tardes ensolaradas rumo à praia ou para outras trips.

Em seu recente disco DOS (Everloving Records, 2007) além de seus músicos fundadores, os americanos, Adam Topoll (baterista, percussionista e compositor que acompanha Jack Johnson) e Franchot Tone (engenheiro de som e guitarrista) o CCDC reuniu um elenco all-star. Luminosas aparições de Ben Harper, Jack Johnson, Money Mark, entre outros, somam-se ao grupo realizando um disco impecável, refletindo a natureza eclética de seus viajantes.

A faixa “The Count” parece nos deixar “a ver navios” numa estrada empoeirada à procura do próximo posto de gasolina. Já a noctívaga “Houdini” nos leva para um passeio em busca de bares esfumaçados e conversas de botequim. Sem falar na jazzística “Waltz For Tomahawk”, introspecção total!

Confira também a galeria de vídeos no site oficial da banda, com algumas apresentações ao vivo e alguns clips, como a divertida animação de “Bad Reaction”.

Abaixo, o vídeo de "No More".