quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Sobreviva!!!

"I Will Survive" é um clássico...tornou-se um enorme sucesso na década de 70 na voz da americana Gloria Gaynor.

Naquela época Gloria queria falar sobre a discriminação que as mulheres negras americanas sofriam. A letra, fundamentalmente, fala de uma relação amorosa. De separação e de superação; de quem passou por uma pior e está lutando para sobreviver.
Acabou se tornando também um hino gay, já que foi trilha sonora do filme "Priscila a Rainha do Deserto".

Bom, rótulos à parte, o fato é que a banda Cake fez uma interpretação irretocável deste clássico.

É para todos os "sobreviventes" - sem destinçao de castas -, que dedico este post!

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Miriam Makeba

Um clássico de Jorge Ben Jor na voz da cantora sul-africana Miriam Makeba.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Novos Baianos F.C.


Com o Campeonato Brasileiro a todo vapor resolvi publicar aqui uma modesta matéria que fiz, há algum tempo atrás, 
sobre os Novos Baianos para a REVISTA DO XV, uma publicaçao do Esporte Clube XV de Novembro, da cidade de Piracicaba- SP. Confira!



Pelo menos no Brasil, uma coisa é fato: música e futebol são duas paixões que, quase sempre, se encontram em campo. 


Na história da música brasileira existem várias canções e até alguns discos que comprovam esses dois times batendo uma bolinha.  


Mas, bem antes de se ouvir falar em "Uma partida de futebol" dos mineiros do Skank; do "Rockn'Gol" da MTV; ou algo do gênero, existiu uma galera que já fazia deste encontro uma verdadeira filosofia de vida.


No finalzinho da década de 70 (anos de chumbo da ditadura militar no Brasil), nascia um grupo que revelaria para o Brasil e para o mundo, a verdadeira cara da MPB e um pouco mais dessa paixão do brasileiro pelo futebol. O nome desse grupo: Novos Baianos. 

         

Juntando um "time" de jovens talentos musicais, com a paixão pelo futebol e uma maneira de levar a vida fora dos padrões da época, essa verdadeira família - como os próprios Baianos se definiam - driblavam com muita ginga a mão pesada da ditadura, amavam o futebol e faziam da música a sua tática dentro das "4 linhas" da vida.


Conhecendo o elenco não havia dúvidas de que eles não iriam fazer feio - pelo menos na música: Moraes Moreira, Paulinho Boca de Cantor, o letrista Luiz Galvão, a cantora Baby Consuelo, os irmãos também baianos, Pepeu e Jorginho Gomes, o carioca Dadi, Luis "Bolacha" e Baixinho. Já no futebol, bem, os caras se divertiam.


E diversão era a bola da vez naquela época. Todos moravam juntos numa espécie de comunidade hippie, sem regras nem ciúmes, em um sítio chamado Cantinho do Vovô, nos arredores de Jacarepaguá, no Rio de janeiro. Lá, além de fazerem música o dia todo, o futebol era sagrado. E eles tinham mesmo um time! Jogavam amistosos de várzea, tinham uniforme e viajavam para as partidas fora de casa, na carroceria de um caminhão, no melhor estilo "independente futebol clube". 


Sem maiores pretensões na carreira futebolística, essa rapaziada estava mesmo era afim de fazer parte da história da Música Popular Brasileira. E fizeram com a maestria de um craque. 


Fundiram ritmos brasileiros com o rock e botaram o "Tio Sam" para sambar. Levantaram a torcida no primeiro minuto de partida com o disco "Acabou Chorare" (1972) e dalí em diante era um gol atrás do outro. Novos Baianos F. C.(1973), No Tcheco Tcheco/Fala Tamborim (em Pleno 74) (compacto simples, 1973), Novos Baianos (1974), Vamos Pro Mundo (1974), Caia Na Estrada e Perigas Ver (1976), Praga de Baiano (1977), Farol da Barra (1978) e Infinito Circular (1997). Uma lavada! 


"A bola já está comigo e os dois beques colados às minhas costas me obrigando ao drible . Eu vivo disso, sou Garrincha por convicção. Sou Tostão pra não me machucar. Não há filosofia além disso, só o novo. O criado em cada minuto. E não tem dois tempos pra quem anda. A dúvida tem só a direção de um lance. Ser junto, ser mais de dois (o sonho dourado da família). Encontro constante e continuado com o fiozinho de nada que é você. E chegou a hora dessa gente bronzeada mostrar o seu valor". 


Nas palavras de Galvão, a síntese da juventude dá década de 70. O Brasil de Tostão e Pelé, de Gil e Caetano. Do tropicalismo, do desbunde e da consciência e acima de tudo, da atitude. Para eles, o mundo e a música estava alí para serem provados e reinventados. E nesse campo os Novos Baianos bateram um bolão.


Se você nunca ouviu falar desse time - acredito que não - vale à pena descobrir a música dos Novos Baianos. Você conhecerá a genialidade de artistas como o compositor Moraes Moreira e o jovem guitarrista Pepeu Gomes no seu início de carreira.  

É jogo ganho. Um timaço!





quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Japanese Motors


Sou fã incondicional dos filmes de Tomas Campbell (e consequentemente de suas trilhas sonoras) um multi-artista, fotógrafo, designer e diretor de cinema, Thomas mergulhou fundo na cultura e estilo de vida do surf e vai além dos clichês colocados pelo mass media.


Se você se interessa por um life style verdadeiro dentro deste esporte que não se resume ao circuitos WQS e WCT, vale à pena conferir a filmografia de Campbell e conhecer toda uma cultura que influenciou o comportamento de jovens pelo mundo inteiro, ditou moda e também revelou bandas e artistas interessantes.


Bom, e para não fugir da música, já que este é o assunto neste blog, quero destacar uma das inúmeras bandas que fazem parte da trilha sonora dos filmes de Campbell, os Japanese Motors.


Esta banda da Costa Mesa, Califórnia, é inspirada em seus compatriotas Richard Hell e The Beach Boys. Formada em 2004 logo se tornaram conhecidas pela sua imersão na cultura do surf e suas esfuziantes apresentações ao vivo. 


O vocalista Alex Knost é um surfista profissional que apareceu no documentário de surf Step Into Liquid.  Envolvido também no surf/art , Alex trabalhava no departamento de arte da marca RVCA quando conheceu o baterista Andrew Atkison - um ex-designer da marca Hurley -  depois de trocarem algumas figurinhas Alex chamou o guitarrista Nolan Hall, que havia conhecido numa surf trip, e para fechar a banda convidaram o baixista Chris Vail.


Realizando apresentações hedonistas calcadas em covers de Iggy Pop, logo a banda evoluiu e lançou seu primeiro single " Single Fins & Safety Pins" e no verão de 2008 assinaram com a Vice Records e o single deu título ao álbum de estréia.




terça-feira, 25 de agosto de 2009

The Sea And Cake


Nesses dias frios, chuvosos e cinzas, entre uma xícara de chá e outra, fico a vasculhar alguns discos aqui em casa. Nessas garimpagens (em território já conhecido), muitas vezes me deparo com pequenas pérolas esquecidas. Uma delas foi o disco QUI do The Sea And Cake, uma banda de Chicago formada há muito anos atrás, mais precisamente em 1993.


Com dois ep's e nove discos já lançados, seus músicos esbanjam experiência e talento, fazendo um indie pop simples e envolvente.

A voz suave de Sam Prekop nos remete à algumas baladas do Pink Floyd como, Wot's... Uh the Deal? do disco Obscured by Clouds - claro, dadas as devidas proporções e sem a piscodelia latente dos anos 70.


QUI é álbum aconchegante, o sétimo da banda. Abaixo duas amostras do repertório do The Sea And Cake. A primeira música Two Dolphins é do disco QUI e a segunda On a Letter do seu mais recente álbum, Car Alarm.



sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Asa



Apesar de toas as intempéries a África é, e sempre será, um caldeirão borbulhante de movimentos musicais e de grandes artistas. Talvez, por haver alí tanta disparidade, sua música consiga tamanha força e capacidade de despertar novas vozes para os mais enfáticos e sublimes discursos.


Com a nigeriana Asa este sentimento não poderia ser diferente. Apesar de haver nascido em Paris, sua vida se volta para o "ventre fértil do mundo" quando ainda muito criança. Com o regresso de sua família para Lagos - uma cidade considerada a Nova York da Nigéria pela sua mutiplicidade musical -, ali Asa cresceu ouvindo a coleção de discos de seu pai: Marvin Gaye, Fela Kuti, Bob Marley, Aretha Franklin, Sunny Ade, Ebenezer Obey e Lagbaja, entre outros.


O apelido de Asa (pequeno falcão) veio na infância. Única menina de uma família de três irmãos, aos 12 anos ela foi mandada pela sua mãe para uma das melhores escolas do país. Porém, a excelência educacional teve seu preço: cinco anos de estudos e privações. Quando voltou para casa, aos 18 anos, ela descobriu Erika Badu, D'Angelo, Rafael Saadiq, Lauryn Hill, Femi Kuti e Angélique Kidjo, e sonhou em seguir seus passos.


Em segredo ela se inscreveu na Peter King’s School of Music e aprendeu a tocar guitarra. A partir deste momento a música então se tornaria sua expressão e seu único caminho.


Foi em 2004 que Asa conheceu seu manager, Janet, que a apresentou à Cobhams Emmanuel Asuquo, que por sua vez, tornou-se seu parceiro musical. Desse encontro nasceu suas primeiras canções e a possibilidade de transmitir suas mensagens em inglês e iorubá, carregadas pela pegada do suol, do pop e do reggae. 


Nessa época ela voltou a viver em Paris para projetar sua carreira, e não tardou muito para que suas músicas reverberassem pela cidade da luz atraíndo o olhar da gravadora Naïve. 


Asa então lançou seu primeiro álbum ASA (Downtown- 2009), um disco repleto de belas canções, discursos poéticos e reflexivos, um estilo marcante da cantora. Um álbum que vale à pena ser conhecido, não só pela beleza de melodias e arranjos, mas, também pela carga poética de suas canções.


O pequeno falcão criou asas, e lá do alto refletiu toda beleza num vôo singular, sobre um mundo em descompasso.



quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Você se impressionaria?



Streetlight Manifesto é uma banda que representa a cena de skacore de New Jerssey, USA. 

Seu primeiro álbum Everything Goes Numb (Victory Records) foi lançado em 2003.


 “Would You Be Impressed?”, extraído do disco Somewhere in the Between (2007), foi lançado com este SENSACIONAL video-clip: