The Drastics é um coletivo de Chicago que explora as vertentes da musica Africana da Soul Music e do Hip Hop. Tudo com uma pegada jamaicana, criando riddims contagiantes recheados de dub, ska, rock steady e reggae. Dessa vez o alvo dessa rapaziada - muito criativa e talentosa -, foi o ícone pop Michael Jackson.
O clima jamaicanao impera nas versoes de, Billie Jean, Rock With You, The Way You Make Me Feel, com destaque para I Want You Back, da fase Jackson 5.
Imperdìvel!
Clique no link abiaxo e faça o download das músicas,
Estou planejando em voltar a utilizar minha bike como "veículo urbano" (novamente) daí, tive a idéia de dedicar alguns post´s relacionados ao tema: Música e Bike.
Pra começar:
"The Funeral" do Band of Horse, num role insano de Dani Macaskill, um dos melhores trial/bikers do mundo.
Se você curte música jamaicana (como eu) e suas vertentes, vale à pena conhecer o trabalho de Dubkasm's. Essa dupla de produtores de Bristol realizaram seu álbum de estréia, "Transform I", entre o Brasil e a Inglaterra. Tem cavaquinho, cuica, delay, tudo misturado com a pegada da música jamaicana que já grudou nos ouvidos antenados do globo.
Abaixo um trecho do filme produzido por Robin Glass, vencedor do Winner of Filmaka's 2008 Digital Cribs Video Contest, que documentou a produção deste álbum.
"I Will Survive" é um clássico...tornou-se um enorme sucesso na década de 70 na voz da americana Gloria Gaynor.
Naquela época Gloria queria falar sobre a discriminação que as mulheres negras americanas sofriam. A letra, fundamentalmente, fala de uma relação amorosa. De separação e de superação; de quem passou por uma pior e está lutando para sobreviver. Acabou se tornando também um hino gay, já que foi trilha sonora do filme "Priscila a Rainha do Deserto".
Bom, rótulos à parte, o fato é que a banda Cake fez uma interpretação irretocável deste clássico.
É para todos os "sobreviventes" - sem destinçao de castas -, que dedico este post!
Pelo menos no Brasil, uma coisa é fato: música e futebol são duas paixões que, quase sempre, se encontram em campo.
Na história da música brasileira existem várias canções e até alguns discos que comprovam esses dois times batendo uma bolinha.
Mas, bem antes de se ouvir falar em "Uma partida de futebol" dos mineiros do Skank; do "Rockn'Gol" da MTV; ou algo do gênero, existiu uma galera que já fazia deste encontro uma verdadeira filosofia de vida.
No finalzinho da década de 70 (anos de chumbo da ditadura militar no Brasil), nascia um grupo que revelaria para o Brasil e para o mundo, a verdadeira cara da MPB e um pouco mais dessa paixão do brasileiro pelo futebol. O nome desse grupo: Novos Baianos.
Juntando um "time" de jovens talentos musicais, com a paixão pelo futebol e uma maneira de levar a vida fora dos padrões da época, essa verdadeira família - como os próprios Baianos se definiam - driblavam com muita ginga a mão pesada da ditadura, amavam o futebol e faziam da música a sua tática dentro das "4 linhas" da vida.
Conhecendo o elenco não havia dúvidas de que eles não iriam fazer feio - pelo menos na música: Moraes Moreira, Paulinho Boca de Cantor, o letrista Luiz Galvão, a cantora Baby Consuelo, os irmãos também baianos, Pepeu e Jorginho Gomes, o carioca Dadi, Luis "Bolacha" e Baixinho. Já no futebol, bem, os caras se divertiam.
E diversão era a bola da vez naquela época. Todos moravam juntos numa espécie de comunidade hippie, sem regras nem ciúmes, em um sítio chamado Cantinho do Vovô, nos arredores de Jacarepaguá, no Rio de janeiro. Lá, além de fazerem música o dia todo, o futebol era sagrado. E eles tinham mesmo um time! Jogavam amistosos de várzea, tinham uniforme e viajavam para as partidas fora de casa, na carroceria de um caminhão, no melhor estilo "independente futebol clube".
Sem maiores pretensões na carreira futebolística, essa rapaziada estava mesmo era afim de fazer parte da história da Música Popular Brasileira. E fizeram com a maestria de um craque.
Fundiram ritmos brasileiros com o rock e botaram o "Tio Sam" para sambar. Levantaram a torcida no primeiro minuto de partida com o disco "Acabou Chorare" (1972) e dalí em diante era um gol atrás do outro. Novos Baianos F. C.(1973), No Tcheco Tcheco/Fala Tamborim (em Pleno 74) (compacto simples, 1973), Novos Baianos (1974), Vamos Pro Mundo (1974), Caia Na Estrada e Perigas Ver (1976), Praga de Baiano (1977), Farol da Barra (1978) e Infinito Circular (1997). Uma lavada!
"A bola já está comigo e os dois beques colados às minhas costas me obrigando ao drible . Eu vivo disso, sou Garrincha por convicção. Sou Tostão pra não me machucar. Não há filosofia além disso, só o novo. O criado em cada minuto. E não tem dois tempos pra quem anda. A dúvida tem só a direção de um lance. Ser junto, ser mais de dois (o sonho dourado da família). Encontro constante e continuado com o fiozinho de nada que é você. E chegou a hora dessa gente bronzeada mostrar o seu valor".
Nas palavras de Galvão, a síntese da juventude dá década de 70. O Brasil de Tostão e Pelé, de Gil e Caetano. Do tropicalismo, do desbunde e da consciência e acima de tudo, da atitude. Para eles, o mundo e a música estava alí para serem provados e reinventados. E nesse campo os Novos Baianos bateram um bolão.
Se você nunca ouviu falar desse time - acredito que não - vale à pena descobrir a música dos Novos Baianos. Você conhecerá a genialidade de artistas como o compositor Moraes Moreira e o jovem guitarrista Pepeu Gomes no seu início de carreira.
Sou fã incondicional dos filmes de Tomas Campbell (e consequentemente de suas trilhas sonoras) um multi-artista, fotógrafo, designer e diretor de cinema, Thomas mergulhou fundo na cultura e estilo de vida do surf e vai além dos clichês colocados pelo mass media.
Se você se interessa por um life style verdadeiro dentro deste esporte que não se resume ao circuitos WQS e WCT, vale à pena conferir a filmografia de Campbell e conhecer toda uma cultura que influenciou o comportamento de jovens pelo mundo inteiro, ditou moda e também revelou bandas e artistas interessantes.
Bom, e para não fugir da música, já que este é o assunto neste blog, quero destacar uma das inúmeras bandas que fazem parte da trilha sonora dos filmes de Campbell, os Japanese Motors.
Esta banda da Costa Mesa, Califórnia, é inspirada em seus compatriotas Richard Hell e The Beach Boys. Formada em 2004 logo se tornaram conhecidas pela sua imersão na cultura do surf e suas esfuziantes apresentações ao vivo.
O vocalista Alex Knost é um surfista profissional que apareceu no documentário de surf Step Into Liquid. Envolvido também no surf/art , Alex trabalhava no departamento de arte da marca RVCA quando conheceu o baterista Andrew Atkison - um ex-designer da marca Hurley - depois de trocarem algumas figurinhas Alex chamou o guitarrista Nolan Hall, que havia conhecido numa surf trip, e para fechar a banda convidaram o baixista Chris Vail.
Realizando apresentações hedonistas calcadas em covers de Iggy Pop, logo a banda evoluiu e lançou seu primeiro single " Single Fins & Safety Pins" e no verão de 2008 assinaram com a Vice Records e o single deu título ao álbum de estréia.